terça-feira, 1 de novembro de 2011

Como se fosse pássaro ele voa para a enfermidade de seus dias,
Na esperança de que um dia as estrelas lembrem-se dele
Com o mesmo sorriso de criança perdida no paraíso.
Ele se sentia como Narciso
Que ao contemplar-se da própria beleza reflectida
Morreu encantado.
O espelho lhe mostrou a verdade
Que seus olhos recusavam-se à ver.

A mentira que encantava  seus sonhos 
Resolveu mostra-lhe a face,
O outro lado da moeda;
E como chuva que cai sem pecado
As lágrimas escorreram-lhe o rosto
E afogaram-lhe a alma.