sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eduardo & Mônica
                                                               (Legião Urbana)



Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

domingo, 18 de dezembro de 2011


Não quero entender, em lágrimas doces,
Sorrisos sinceros e palavras bonitas,
Naquela tarde de domingo tua voz me consolava
Teu abraço me protegia do frio
Teu olhar me dizia palavras invisíveis.

Quero teu beijo para sempre
Nenhum espaço de tempo seria o suficiente perto de você.
Quero sentir tua presença 
Ouvir tua voz a me dizer que tudo vai melhorar,
Não me diga adeus, não me deixe sozina;

Pois não me importa que um dia mil lágrimas
Despenquem dos meus olhos, se você estiver lá 
Para enchuga-las.




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Como se fosse pássaro ele voa para a enfermidade de seus dias,
Na esperança de que um dia as estrelas lembrem-se dele
Com o mesmo sorriso de criança perdida no paraíso.
Ele se sentia como Narciso
Que ao contemplar-se da própria beleza reflectida
Morreu encantado.
O espelho lhe mostrou a verdade
Que seus olhos recusavam-se à ver.

A mentira que encantava  seus sonhos 
Resolveu mostra-lhe a face,
O outro lado da moeda;
E como chuva que cai sem pecado
As lágrimas escorreram-lhe o rosto
E afogaram-lhe a alma.






 

sábado, 29 de outubro de 2011

Que Seja Para Sempre

Se for para morrer de amor;
Que esse amor seja eterno.
Se for para ficar longe;
Que a saudade una nossos corações outra vez..
Se for para chorar;
Que cada lágrima seja sincera como o sorriso de uma criança.
Que cada momento dure o bestante para ser inesquecível,
Que o sol nasça todo dia sereno e suave.
Seremos sempre crianças correndo de mãos dadas 
Naquela chuva de verão,
A própria felicidade, a metamorfose ambulante
Que um dia o poeta citou.

Se for para ser feliz;
Que seja para sempre.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Volta Para o Luto  

Amy Winehouse

Ele não deixou tempo para se lamentar
Manteve seu pênis úmido com a sua velha e segura aposta
Eu e minha cabeça 'chapada'
E minhas lágrimas secas, continuamos sem meu cara
Você voltou para o que você sabia
Saindo totalmente de tudo pelo que nós passamos
E eu trilho um caminho conturbado
Minhas chances estão empilhadas, eu voltarei para o luto

Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E Eu volto para
Eu volto para nós

Eu te amo tanto
Isso não é suficiente, você ama cheirar e eu amo dar um trago
E a vida é como um cano
E eu sou um minúsculo centavo rolando paredes adentro

Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E eu volto para
Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E eu volto para

Luto, luto, luto, luto
Luto, luto, luto...
Eu volto para
Eu volto para

Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E eu volto para
Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E eu volto para o luto

domingo, 23 de outubro de 2011

Me Escreve

Me escreve uma carta, um telegrama.
Me manda notícias das boas novas.
Diz que a vida mudou para melhor, que o sorriso já não é tão dificil de ser arrancado do teu rosto.
Fala que tua escolha valeu apena, que nunca mais chorou por amor.

A cada escolha que fazemos deixamos um amigo, um sentimenmto, uma lembrança para trás.
Então me escreve, porque a vida mudou...
'' Eu sei que um dia você vai achar que nada disso faz sentido e vai partir. E é por isso que vou te amar o máximo possível.''