sábado, 31 de março de 2012

Nesta sala vasia vi sonho à sonho ir embora.
Ouço vozes no fundo do cubículo escuro em que me encontro.
O tempo não passa para minha dor.

Só quero uma luz, como aquela que só se vê
Nos filmes.
Quando as cortinas da dor se fechar estarei em prantos,
Quando o vento vier, acompanhado de esperança,
Só quero seguir os passos dela.

Porque viver é ser uma folha que cai e é levada
Por uma força maior,
Que de tão bela cai em forma de vida.
 

terça-feira, 6 de março de 2012

Está chovendo lá fora,
As gotas de chuva caem suave
Como um beijo doce que nunca fora dado.
Até parece que o tempo parou
E Deus concebeu a mim o privilégio de contemplar
Apenas do suave barulhos dos pingos de chuva,
A janela da alma se alegra ao ver a beleza 
De tal divindade.
Meus olhos parecem espelhos que refletem 
Os pingos e assim as lágrimas descem  e a paz perece cantarolar dentro de mim.

 

domingo, 4 de março de 2012

Anjo

Sonhei com anjo
Não sei ao certo explicar
Mas sua luz me fez escorrer lágrimas doces dos olhos.
Não pude apreciar totalmente
Ele foi coberto pela bruma
Que entrava janela adentro.
Rogue-lhe : 'não se vá.' 
Me olhou como se fosse a ultima vez
E assim sumiu na névoa da noite.

Meu anjo, não me deixe aqui tão só!
Preciso de você,
Não consigo mais sorrir,
Olho pro céu todos os dias
Na esperança de ver mais uma vez a luz da lua refletir no seu olhar.
Prometo não pedir nada.
Prometo não te cobrar.

Mas anjo, não me deixe,
Não se vá.
 
 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

...

Lembro do dia em que nos olhamos pela primeira vez
Teus olhos brilhavam como o sol
Meu coração batia ritmado com teu.

Amor. Não vi tua partida,
Não me deu chance de chorar.
Não me deu escolha.

Seu amor pra mim foi como o sol que chega no dia mais frio
Foi o ar que precisava para viver .

Lágrimas caem
A noite parece mais fria do que nunca
Meus olhos estão cansados de chorara
Meu peito está sangrando...

Nunca me disse adeus
Nunca me deu escolha.

 
 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Viver

Há quem diga que o sol certamente nascerá amanhã;
Há quem garanta que a felicidade é o caminho que percorremos
Na busca pela resposta, na incansável procura do sorriso sincero.

Vi o choro doce da criança
Que com o mais belo brilho me pediu um abraço;
Vi a angustia no olhar da mulher
Quem sem saída deixou as lágrimas rolarem.

A folha que vi cai não tinha vida.
Mas vi a árvore que parecia festejar o vento que a tocava
Os pássaros que cantarolavam sem parar
Vi o milagre que é viver.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Não É Normal

                                                           (NxZero)


Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Isso não é normal
Saiba que um dia sem você
É uma eternidade para mim
Isso não é normal
Então você me disse
Nunca vai dar certo é, eu te respondo
Tem que confiar em mim
Mais uma vez, sei que errei
Não jogue fora, algo assim tão bom
Prometo que essa é a última promessa
E se depender de mim você nunca mais vai, sofrer
Não quero te perder, mais uma vez
Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Isso não é normal
Saiba que um dia sem você
É uma eternidade para mim
O tempo todo, o tempo todo é tempo demais
Não é pra sempre, o pra sempre sempre se vai
Nem tudo que acaba, tem final
Lembra, você me disse nunca vai dar certo, ok
Mas pense nisso, o que é certo para mim,
Pode não ser pra você
Deixe o futuro pra depois
Não vai ser como, recomeçar do nada, pois
Nada pode mudar o que já começou
Então faça agora, tudo isso valer a pena
Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Isso não é normal
Saiba que um dia sem você
É uma eternidade para mim
O tempo todo, o tempo todo é tempo demais
Não é pra sempre, o pra sempre sempre se vai
Nem tudo que acaba tem final
Nem tudo que acaba tem final
Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Isso não é normal

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eduardo & Mônica
                                                               (Legião Urbana)



Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?